PRIMEIRA COLUNA. ESSE VÊ OS ACONTECIMENTOS EM PATROCÍNIO DESDE 1960

CapACETEHumildade. O outro nome dela é simplicidade. É o último degrau da sabedoria, na visão do célebre escritor/poeta/pintor/pensador libanês Khalil Gibran. É saudável reverenciá-la. Em nossa querida Patrocínio há alguém que a materializa bem. A humildade. Alguém que conversou com algumas das maiores celebridades do Brasil em todos os tempos. E quase não fala sobre isso, embora seja o falar a sua profissão. Esse alguém completou 72 anos de idade, dia 9 de fevereiro. Ele é um dos patrocinenses (adotivos) mais conhecidos. Felizmente, ainda se encontra em plena atividade. É o humilde radialista/jornalista José Maria Campos. Um sábio. Uma testemunha ocular dos últimos 65 anos da história da nação rangeliana.

 

JOSÉ MARIA ALKMIM (1901-1974) – Secretário Estadual de diversas pastas, Ministro da Fazenda de JK, um dos fundadores do histórico PSD (antigo). Deputado Federal por seis mandatos. Vice-presidente da República (1964/67). Membro da OAB. Provedor do maior hospital de Minas, Santa Casa de Belo Horizonte. Maior político folclórico do País. Sempre majoritário no Município, canalizou inúmeros recursos para a cidade. Em 1966, José Maria Campos o entrevistou para a Rádio Difusora, quando concretizava benefícios para a Santa Casa local.  

 

JUSCELINO KUBITSCHEK (1902-1976) – Maior presidente da República brasileira. Médico da Polícia Militar/MG. Prefeito de Belo Horizonte. Deputado Federal. Governador de Minas. Construtor de Brasília. Fundador do PSD (antigo). Amigo de Padre Eustáquio. “50 anos em 5” era o seu slogan. Criador da indústria automobilística. Os anos de seu governo são lembrados como “Os Anos Dourados”. Morreu como promotor de vendas de tratores. Esteve na cidade em quatro ocasiões. Na última vez, justamente, no ano de sua morte, em inexplicável acidente na Via Dutra, 1976, José Maria Campos o entrevistou. Como também o fez Luiz Antônio Costa. Essa visita foi no primeiro semestre de 1976, em promoção dos tratores Valmet.

 

MANUEL FRANCISCO DOS SANTOS (1933-1983) – Esse é o maior futebolista do Brasil, quiçá do mundo, até os dias atuais. Garrincha. Depois do rei Pelé. Ele e Pelé ganharam duas Copas do Mundo sucessivas (1958 e 1962). Dando um show jamais visto. Aliás, o Brasil nunca perdeu quando os dois atuaram juntos. Só o alcoolismo o derrotou. Após o seu auge, praticou jogos de exibição pelo Brasil. Um deles aconteceu em Patrocínio, no Estádio Júlio Aguiar, em 1972. E lá esteve José Maria Campos fazendo o que gosta de fazer: entrevista! Do outro lado do microfone da Difusora, o mito Garrincha, o supercraque das pernas tortas.

 

TANCREDO NEVES (1910-1985) – Primeiro Ministro do Brasil (1961/1962). Governador de Minas Gerais (1983/1984). Deputado Federal. Senador. Presidente da República eleito (faleceu véspera da posse). Um dos líderes da campanha “Diretas Já” (eleições para presidente). Durante sua vida política, esteve em Patrocínio por três vezes. No começo dos anos 80, foi entrevistado pelo José Maria Campos, quando governador e em campanhas políticas. Restaurante Jandaia foi um dos locais das entrevistas.

 

ITAMAR FRANCO (1930-2011) – Governador do Estado (1999-2002) Senador (três mandatos). Vice-presidente e Presidente da República (1990-1994). Responsável pelo Plano Real (nova moeda), que eliminou a inflação desenfreada (mais de 1.000%). Itamar visitou Patrocínio por três vezes. Em uma delas, campanha para o Senado, também na década de 80, diretamente do Restaurante Jandaia, hoje extinto, à Av. Rui Barbosa, próximo à Estação do Daepa, José Maria Campos obteve o seu depoimento sobre a política nacional e possíveis benefícios para a região.

 

RONDON PACHECO (1919-2016) – Governador de Minas (1971-1975). Deputado. De Uberlândia, onde faleceu. Um dos fundadores da UDN (1945). Criador da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Instalou a Fiat em Betim. Nos anos 70, ouviu e respondeu perguntas de José Maria Campos, quando em visita a Patrocínio.

 

MÁRIO COVAS (1930-2001) – Governador de São Paulo (1995-2001). Deputado. Senador. Um dos fundadores do PSDB. E uma de suas cabeças. Covas prestou declarações a José Maria Campos em 1989, quando foi candidato à presidência da República (perdeu para Color e Lula).

 

TODOS OS GOVERNADORES – De Rondon Pacheco (1975) até Fernando Pimentel (2015/2018), passando por Aureliano Chaves, Francelino Pereira, Tancredo Neves, Hélio Garcia, Newton Cardoso, Hélio (novamente), Eduardo Azeredo, Itamar Franco, Aécio Neves e Antônio Anastasia, todos os eventuais ocupantes do Palácio da Liberdade enfrentaram o microfone de José Maria Campos. Romeu Zema ainda não.

 

TODOS OS PREFEITOS – De Mário Alves do Nascimento (1963/1966) até Deiró Marra (2017-2020), passando por João Alves de Queiroz, Valdemar Lemos, Olímpio Brandão, Afrânio Amaral (por três mandatos), Amâncio Silva, Silas Brasileiro, Júlio Elias (dois mandatos), Betinho (dois mandatos) e Lucas Siqueira (dois mandatos), todos os governantes do Município fizeram questão de ouvir e falar com José Maria Campos, visando mostrarem-se à comunidade patrocinense.

 

ENTRE ARTISTAS – José Maria Campos também ouviu a opinião de cantores famosos do Brasil sobre Patrocínio. Como também de narradores esportivos, tais como: José Carlos Araújo (hoje, Tupi-RJ) e Vilibaldo Alves (falecido, Itatiaia. Considerado por muitos como o melhor narrador do País).

 

ASSIM – Pré (devido ao excesso de cabelos) para os amigos de infância (como este escriba). Capacete para os amigos do rádio. Zé Maria para a população. Campos para alguns. Enfim, são nomes que, carinhosamente, identificam essa lenda. Para a história, simples como ele é, apenas José Maria Campos! Desde 1963, no ar.

 

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